sábado, 29 de outubro de 2016

Eu te chamo a minha verdade..

Clama a voz da injustiça, caem aos milhares inocentes da criação. Porque não vedes quanto adultera a obra de teu Senhor? Porque não vedes quanto teu orgulho tem maculado vossa caminhada? Ide pois agora, ter-se com teu espírito, buscai não na carne, mas no espírito as respostas que anseiam em teu peito mortal. Unifica as bençãos entregues ao teu redor, fazes as vezes de pacificador de corações. A forma pouco importa, mas chegai aonde a dureza humana não conseguiu atingir. Não podes buscar a verdade de onde sequer consegue ver-se em origem. Tua limitada visão é turva e cheia de armadilhas, sempre prioriza aquilo te imposto por costumes sórdidos e mesquinhos. Eis que choram os filhos recém-nascituros, não pela necessidade de sua chegada a esse mundo, mas por verem com olhos que ninguém tem, sentem na pureza de seu pequenino coração a amargura da perversidade. Lágrimas de misericórdia escorrem da face dos santos do Senhor teu Pai. Coros de criaturas celestes clamam ao amor pela última vez, tentativa desesperada de destruir a egrégora de condenação a que se entregou a humanidade. Muitas e muitas lamentações aos pés do trono supremo, mas a cólera toma conta do Criador, pois vê diante de si, o desgosto e a desolação, a morte e a concupiscência, o imoral e o insano. É impossível aos olhos do espírito não ver tamanha vontade de sabotar-se. Ajoelhar-se te trará reconhecimento apenas, saber que és tão pequeno diante da imensidão da criação. Mas a verdadeira redenção virá através de vossas mãos, quando a dor da fome sentida com a alma for curada, quando  o frio que enrijece os ossos for aquecido pelo tu amor, quando as lágrimas de desespero foram enxutas pelas palavras tuas vindas do Senhor, não em pregações pois isto deixe aos sínicos, que pregam com a boca e desolam com as mãos. Ao contrário, deixa que tua boca seja conduzida pela luz celestial, permita-se ser instrumento purificador e acalentador. Não queridos, não mais precisa teu Pai de convencer ninguém da sua existência e do seu amor, hoje Ele precisa da tua entrega, da tua vontade de servir a sua pérola mais preciosa, Ele deseja ardentemente que antes que se abata sobre a Terra o seu furor, consiga levar paz e consolo aos aflitos, as viúvas, aos inocentes de tenra idade. És sal da terra, fostes escolhido entre milhões para levar o amor, não se faça pervertido por tias próprias indecências. Sede ainda mais simples, sede ainda mais incisivo em suas ações, não com lástimas usurpadoras da palavra santa, mas com palavras de verdadeiro amor e caridade. Ide pois e sede a voz dos últimos dias, levai consigo a memória de um paraíso perdido, sede novamente humano divino.

Um amigo.
Por Boanerges Teixeira


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Divagando sobre o Conhecimento

Até onde nossa arrogância mortal pretende ir? Porque desejamos tanto conhecer o indescritivelmente puro? Estamos constantemente fugindo de nossas raízes humanas, somos as novas "Evas" dos tempos modernos. Vivemos tentando comer do "fruto proibido", sem medir esforços, consequências ou mesmo calculando riscos. Ao homem foi dado o dom da inteligência sobre a criação, foi lhe dado discernimento para escolher o caminho mais acertado. Mas será que não há limites para esta busca? Já diziam nossos avós: "Tudo tem limites", ou então "Tudo demais é veneno", avisos simplórios de gente simples, modesta, mas que em seu íntimo sabe que há uma barreira que não se deve ultrapassar. Se vives contemplando a benção, porque arriscar a maldição? Será assim tão ruim viver em um caminho especialmente feito para nós, com amor e carinho? Não irmãos, não é ruim, somos infinitamente inconformados com o apenas " bom ", queremos sempre o melhor, e mais, mais, mais... fatalmente nos vemos tentando pular essa barreira do conhecimento e caindo do outro lado, machucando-se e sendo arremessado de volta de onde não deveríamos ter saído. Vale a reflexão para hoje, não tem haver com conformismo, tem haver com limitar-se ao imperfeito, somos imperfeitos, alguém duvida? Como o imperfeito entenderá as nuances do primeiro, do único absolutamente perfeito, daquele que gerou o ar que corre em teus pulmões. Jamais ocorrerá, e não tendo dúvida da perfeição do Senhor de todas as coisas, sabes bem que no instante que conseguires ultrapassar essa barreira, serás derrubado como se sopra um pena ao vento. Perderá a oportunidade de mais uma vez conviver com o perfeito, não ser ele. Lute contra essas amarras que te empurram no abismo da imoralidade científica e filosófica, sufoque esse sentimento de adulteração de tuas limitações, não é ruim ser limitado, ruim é querer ultrapassar limites que naturalmente te farão mostrar-se ínfimo diante das coisas celestiais. És amado justamente por ser pequeno, grandioso apenas aquele que te deu a vida.

Pai Boanerges de Ogum