segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Amar o amor

Simples como o ato de respirar. Assim é o amor, de grande profundidade e intensa habilidade, desatando conflitos, gerando harmonia, derrubando verdadeiras barricadas do mal. Senti-lo não é fácil, tocá-lo impossível, permanece por isso menos crível a quem pouco anseia a busca pelo divino. Sereno, piedoso, intempestivo, por vezes incoerente, chega a ser um pouco doente, aquele que descobre o amor. Palavra fácil, pronúncia exacerbada por muitos, entendida por poucos, renúncias mil em nome desse estado febril, que facilmente confunde-se por paixão. Paixão pelo visível, pelo tocável, paixão pelo fácil, nada tão temeroso quanto sentir o insensato. Entregar-se por, abnegar-se por, sentir-se por, e assim vai crescendo a pequena chama ardendo, em corações confusos, ansiosos pelo maduro sentimento divino. Criou-se a imagem e semelhança, nem tão semelhante, mas com grande potencial, somos nós na labuta diária, buscando ser um tudo, ou sermos um nada, vai entender, somos criatura o que sabemos? Mas sentimos sim, quando o coração grita em desespero: "Tai ele!", e nos agarramos com unhas e dentes, nada mais importa, quanto tempo perdido oras! Ah meu Deus, quanta ignorância, deixei minha infância e cresci acreditando poder dominar, não somente a mim, mas aos outros, e o Senhor aqui tão pertinho, representado por este ser tão querido, a quem carinhosamente digo: " Te amo".


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