quinta-feira, 1 de maio de 2014

A fé e o templo



O que move a sua fé? Sente um sentido naquilo que buscas quando oras? Dogmas, conceitos, mistérios, religião. Será realmente isso que te eleva a teu Pai? Não há dúvidas que no Santuário do Senhor repousa a sua misericórdia, que todo templo que se dedica a orientar e conduzir pessoas perdidas contêm o santo espírito divino. Mas em verdade, o que toda essa ostentação e louvor dizem ao teu coração? Cumpres apenas um compromisso ou realmente se propõe a encontrar Jesus no templo ou igreja que freqüenta com tanta devoção? Inúmeros são os sofredores que rodeiam esses templos e muito poucos cristãos os freqüentam. Um cristão, ou seja, aquele que conhece o Cristo e segue seus mandamentos, jamais assistiria um minuto de oração enquanto houvesse um faminto próximo dele. Jesus jamais trocou um auxílio a um desesperado para pregar aos seus escolhidos. A quem lembra na santa palavra, sempre que orava ao Pai, Jesus recolhia-se a algum local isolado, reservando o corpo e a mente àquele momento. E no restante do tempo? Vagava a auxiliar em vários vilarejos levando conforto, consolação e cura. Ele era atencioso e buscava sempre os mais sofridos. Temos nele o modelo perfeito de caridade humana e divina, Ele foi, é e será sempre o melhor professor de como construir um mundo melhor. Novamente a palavra: “- Senhor, tua mãe e teus irmãos te aguardam lá fora. E Jesus em meio a uma multidão que haviam ido vê-lo disse: - Quem são minha mãe e meus irmãos? Em verdade te digo, eis aqui minha mãe e meus irmãos”. Fazer a quem te é caro é fácil, difícil é recolher-se à sua insignificância e igualar-se a cada um desses pedintes que te aguardam fora do templo. “-Esse dinheiro é bem para comprar drogas!”, muitos dizem, mas quanto tempo parou a conversar e consolar aquele irmão para conhecer-lhe a história? Precisamos urgentemente de mais cristãos e menos devotos, só assim conseguiremos vislumbrar esperança quando da volta do teu Senhor.

domingo, 27 de abril de 2014

O Conhecimento



Limita teus achismos ao teu mundo. Não debruce-se sobre filosofias de conhecimento que não te foi permitido conhecer. De fato, tens uma mente espantosamente perfeita, de um funcionamento milimétrico inigualável. Pode e deves raciocinar sobre tudo que te rodeia, do contrário, não te diferenciarias de uma pedra. Porém, algo tão magnífico como tua mente teve um criador, que projetou com carinho e paciência ímpares. E o mínimo que deves a esta força divina a qual chama de Pai, é respeito. Muito vos foi dado para saciar suas inquietudes pelo conhecimento, a natureza ainda esconde a maior parte de seus maiores mistérios, e ainda preferes escarnecer daquilo que é divino. Humilhe-se meu irmão, pois diante de teu Pai não passas de uma criança rebelde, e mesmo tua genialidade suposta tem muitos limites que não são de teu conhecimento. Quão ridículo será quando, de sua eterna glória, teu Pai derrubar todos os teus cálculos inúmeros, experiências as mais absurdas, que mais parecem devaneios de uma mente solitária. Dentre vós já disse uma mente brilhante:  “Há mais entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia...”, e isto é fato. E esse entre outros tantos não te serão permitidos conhecer, pois os mistérios do universo cabem apenas a quem o criou. Quantas vidas deixou de salvar, quantas bocas famintas deixou de alimentar, enquanto tua mente devaneava nas profundezas dos teus achismos. Ah, meus irmãos, não sede pobres em espírito, não sedes incapaz de perceber o quanto sois pequenos. Ilumina teu espírito com o único e verdadeiro exemplo de sabedoria do qual podes ter prova: Jesus Cristo. Somente com esses sábios e divinos aconselhamentos, poderá vislumbrar algo mais que sonhos em que derrota teu criador. Já passa da hora de reconhecer o teu lugar, de sentir-se criação e não criador. Pois eis que se levanta o braço poderoso do teu Senhor a julgar teu passado e presente. Pense, absorva, sinta tudo aquilo que precisa saber, pois a ti tudo que é teu será dado, no momento certo.