segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Destinos que se Cruzam



O destino é como uma via de mão única que acaba por se desfazer nas entranças dessa vida, que é coberta de sentimentos tão nobres quanto sentimentos baixos de pouco valor. Cabe a nós compreender o verdadeiro sentido daquilo que outrora chamávamos de destino. A palavra destino teve origem no antigo império persa, quando deixados por terminar os seus afazeres, os servidores do rei percebiam que nada mudaria o rumo daquilo que estavam incumbidos de fazerem. Assim nasceu a palavra “Destino”! É fácil para nós humanos, deixar de lado aquilo que nos propomos a fazer por um motivo banal qualquer, seja ele a riqueza, seja ele os prazeres, seja ele um punhado de pedras preciosas. Como a humanidade esquece o seu valor diante das ilusões que a vida oferece. Será mesmo que o verdadeiro sentido de estarmos juntos aqui, todos reunidos, é de simplesmente viver a vida sem um propósito nobre que, de certa forma, faria da nossa existência uma maneira de encontrar um caminho que, ao final estará repleto de sabedoria, pureza, amor? Puro engano! Aqueles que caminham na senda da espiritualidade com certeza terão o seu fim compatível com o caminho que seguem, porém, aqueles que levam suas vidas caminhando num mar de roupas, jóias, relógios e grifes, não estarão se não ligados aquilo que se ocuparam por toda a vida. Será mesmo isso o verdadeiro sentido de estarmos aqui reunidos, todos nós? Para que mostrássemos uns aos outros apenas o nosso exterior, coberto por pedaços de panos, cordões, brilhantes, jóias raras? Não meus amados, estamos aqui para um objetivo que simplesmente não possui palavras que o descrevam, tal é o seu valor que poucos conhecem. Será mesmo que Deus Pai Todo Poderoso, Criador de tudo e de todos, nos colocaria em tais condições, que ao meu ver são mais do que perfeitas, digam-se de passagem, para nos deleitarmos em devaneios que não possuem sequer o valor moral ao qual deram motivos para serem adquiridos.
Pensem e reflitam! Nós somos aquilo que pensamos e não aquilo que temos. Tudo é um meio de levar as coisas para o lado da malícia, dos prazeres, das ilusões. Será isso o real sentido que devemos percorrer numa oportunidade tão valiosa que é a vida? Acordem já! E não se esqueçam que ao final, tudo será como foi a milhares de anos: isso que vocês chamam de dinheiro, não terá valor algum. E o que irá mover as vossas vontades, se aquilo em que se interessavam não terá valor? Fica a pergunta: para que então devemos viver? (Mateus 4. 1-11).

Francisco de Assis